7 de abril de 2010

ao meu querido desconhecido

O tempo nos faz mais acomodados e talvez,
depois de uma certa fase da vida, a bagagem de saber
tanto de alguém comece a ficar um pouco pesada para se carregar.
Nosso estranhamento nos atraiu e sem nada indagar você me deu o que era essencial eu querer e eu retribuí da mesma forma.
Você nunca perguntou o dia do meu aniversário, nem os motivos de minhas cicatrizes, nunca quis saber a cor que eu mais gosto, não sabe se eu tomo café ou prefiro chá, nem me deu apelido algum...
Eu nunca perguntei teu nome completo, não sei como é tua casa, nem como foi tua infância, não sei se você já teve cabelos compridos ou se fala outra língua...
O descompromisso era nosso compromisso, meu querido desconhecido...
E nem por isso deixou de ser um tipo de amor.
E nem por isso deixou de trazer um tipo de felicidade.
Aliás, mesmo nos grandes amores, as coisas que
verdadeiramente contam não vão muito além disso...
Cláudia
Abril/2010

2 comentários:

daiobaroni disse...

oi querida,é teu?

Cláudia disse...

oi querido....é meu!!
bjssssssss